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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Literatura Indígena



É um educação diferenciada, dentro deste a literatura indígena é uma espécie de concentralização,força e libertação. Essa literatura deve ser ensinada nas escolas, principalmente indígenas, para que as crianças indígenas possam ser interlocutoras e suas culturas, tradições e visões de vida.
O aspecto fundamental é tradicional idade que os idosos, idosas e pajés. Esses aspectos são principais para essa tradição e a partir de valores linguísticos de cada povo é fundamental para a escrita.
Diante desse mundo moderno é importante que se registre essas escritas que são realizados pelos próprios indígenas por conta do modo de “contar” e historiografia não ciam no domínio público ou até mesmo que terceiros ou instituições sejam beneficiados de alguma forma.
Os povos indígenas lutam, através dos fóruns nacionais ou internacionais pela conservação da cosmologia contra predadores naturais ou impostos.
O empobrecimento social etnia causas seria consequência para a literatura indígena, que causam perda dos valores culturais, espirituais, éticos. Este e a destruição das terras indígenas são fatores de alto rico.
A literatura indígena cumpre o papel de resgate, preservação cultural, fortalecimento das visões indígenas. As crianças devem ser ensinadas desde pequenas, o escritor indígena é aquele que vê enxerga e registra e os povos indígenas devem caminhar com seus próprios pés.





Textos poéticos



A folha


A natureza são duas.

Uma,

tal qual se sabe a si mesma.

Outra, a que vemos. Mas vemos?

Ou é a ilusão das coisas?




Quem sou eu para sentir

o leque de uma palmeira?

Quem sou, para ser senhor

de uma fechada, sagrada

arca de vidas autônomas?




A pretensão de ser homem

e não coisa ou caracol

esfacela-me em frente à folha

que cai, depois de viver

intensa, caladamente,

e por ordem do Prefeito

vai sumir na varredura

mas continua em outra folha

alheia a meu privilégio

de ser mais forte que as folhas.


Carlos Drummond de Andrade







Poemeta erótico


Teu corpo claro e perfeito,

- Teu corpo de maravilha,

Quero possuí-lo no leito

Estreito da redondilha...




Teu corpo é tudo o que cheira...

Rosa... flor de laranjeira...




Teu corpo, branco e macio,

É como um véu de noivado...




Teu corpo é pomo doirado...




Rosal queimado do estio,

Desfalecido em perfume...




Teu corpo é a brasa do lume...




Teu corpo é chama e flameja

Como à tarde os horizontes...




É puro como nas fontes

A água clara que serpeja,

Que em cantigas se derrama...




Volúpia da água e da chama...




A todo momento o vejo...

Teu corpo... a única ilha

No oceano do meu desejo...




Teu corpo é tudo o que brilha,

Teu corpo é tudo o que cheira...

Rosa, flor de laranjeira...


Carlos Drummond de Andrade




Amor é um fogo que arde sem se ver






Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.




É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que ganha em se perder.




É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.




Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís Vaz de Camões




A Escolha é sua






Viva a vida intensamente e de forma espontânea, pois


Só melhora quem acorda disposto a melhorar,


Só aprende quem está disposto a errar.






Alegre-se por ser diferente nesse mundo onde todos são tão iguais.


Não se desespere quando não der certo, apenas tente de novo, pois nossas escolhas vão dizer pra onde iremos.










Reclamar de braços cruzados não adianta, busque novos rumos que te façam feliz e te levem onde você quer chegar sem se importar com o que os outros falam ou pensam, pois






A vida é feita de atitudes e não de pensamentos,


Só é forte quem arrisca,


Só vence quem está disposto a lutar.






A escolha é sua...






Caio Henrique de Oliveira















Consciência


Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação.

Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles e não seu, sinta-se bem com você mesmo e sorria, se você não sorrir, ninguém vai sorrir por você.


Quem foi Ferreira Gullar?


      


José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar, vem ao mundo no dia 10 de setembro na capital do Maranhão, São Luiz.





Gullar da inicio aos seus estudos no em 1937 no Jardim Decroli, onde vai fazer moradia por dois anos, continua com seus estudos com professores contratados pela própria família e em uma escola particular, donde empreende fuga. No inicio da década de 40 matricula-se no Colégio São Luiz Gonzaga.


Foi aprovado em segundo lugar em exame de admissão do Ateneu Teixeira Mendes, mas não chega a concluir o ano letivo, da ingresso na escola técnica de São Luiz. Ao apaixonar-se por uma vizinha, deixa de estar com os amigos e começa a se dedicar a leitura de livros e a escrever poemas.


Em uma redação escrita para o dia do trabalho, ele ironiza o fato de não se trabalhar neste dia, obtém nota 95, só não recebe a nota máxima pelos erros gramaticais, depois disso passa a dedicar-se ao estudo da língua, esta foi a redação que inspirou seu soneto publicado no jornal “O combate” de São Luiz.





Um instante



Aqui me tenho
Como não me conheço
nem me quis


sem começo
nem fim


aqui me tenho
sem mim


nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
transparente

Literatura marginal: Ferréz.








A poesia marginal foi uma prática poética marcada pelo artesanal, por poetas que queriam se expressar livremente em época de ditadura, buscando caminhos alternativos para distribuir poesia e revelar novas vozes poéticas.


Reginaldo Ferreira da Silva, mais conhecido como Ferréz. Adotou este codinome em homenagem a Vírgulino Ferreira, vulgo Lampião e Zumbi, líder do Quilombo Palmares. Ferréz é escritor e rap, começou a escrever aos 7 anos de idade, acumulando contos, versos, poesias e letras de músicas. Antes de se dedicar exclusivamente a escrita, trabalhou como balconista, vendedor de vassouras, auxiliar-geral e arquivista. Nasceu e vive na periferia de São Paulo, no bairro Capão Redondo. Tem vários livros publicados. Ferréz participará da 26ª Feira do Livro de Novo Hamburgo. "É um dos expoentes da literatura marginal, que rompeu barreiras, projetando-se para além dos limites da periferia", em decorrência da temática dos seus textos, julguei importante incluí-lo nas discussões de sala de aula. Pois seus relatos são pertinentes ao dia-a-dia das periferias em qualquer lugar.

Quem foi Mario de Andrade:




Mário Raul de Moraes Andrade, foi um poeta, historiador e fotógrafo brasileiro. Um dos fundadores do modernismo brasileiro, ele praticamente criou a poesia moderna brasileira com a publicação de seu livro Paulicéia Desvairada em 1922. Andrade exerceu uma influência enorme na literatura moderna brasileira e, como ensaísta e estudioso sua influência transcendeu as fronteiras do Brasil.


Andrade foi o "personagem" central do movimento de vanguarda de São Paulo por vinte anos. Foi um úsico treinado e mais conhecido como poeta e romancista, Andrade esteve pessoalmente envolvido em praticamente todas as disciplinas que estiveram relacionadas com o modernismo em São Paulo. Suas fotografias e seus ensaios, que cobriam uma ampla variedade de assuntos, da história à literatura e à música, foram amplamente divulgados na imprensa da época. Andrade foi a força motriz por trás da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em 1922 que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil, tendo sido um dos integrantes do "Grupo dos Cinco". As idéias por trás da Semana seriam melhor delineadas no prefácio de seu livro de poesia Paulicéia Desvairada e nos próprios poemas. Após trabalhar como professor de música e colunista de jornal ele publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928. Andrade continuou a publicar obras sobre música popular brasileira, poesia e outros temas de forma desigual, sendo interrompido várias vezes devido a seu relacionamento instável com o governo brasileiro.

Diferença entre Prosa e Verso









Prosa é uma palavra de duplo sentido, pois pode designar uma forma (um texto escrito sem divisões rítmicas, sem grandes preocupações com ritmo, rimas,...), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto linguístico predominante , como por exemplo, um romance, uma lei,...). Na acepção relativa à forma, "prosa" contrapõe-se a "verso"; na acepção relativa ao conteúdo, "prosa" contrapõe-se a "poesia".


A prosa é dividida em três subgêneros : o romance, o conto e a novela.


O romance é um tipo de história onde há um conflito principal, prolongado com conflitos secundários, vindos dos painéis de época, das divagações filosóficas, da observação dos costumes e hábitos.


O conto é um tipo de história mais curta, construído geralmente com um único conflito, com poucas personagens.


A novela também é um tipo de história curta, que pode apresentar um ou mais conflitos, normalmente de tamanho intermediário entre o conto e o romance, com a particularidade de a novela ter um andamento mais episódico, dando a impressão de capítulos separados.


Verso é cada uma das linhas que constituem um poema na estrofe. Existe tanto a poesia prosaica, desprovida das características básicas, isto é, rima, métrica ou mesmo ritmo, quanto a prosa poética, impregnada na poesia. Precisamos, contudo, conhecer a técnica adotada pelos clássicos.

O que é LITERATURA?










A literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor, com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas. O que diferencia a literatura das outras manifestações é a matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem todo livro publicado são de caráter literário.







Logo, o que define um texto “literário” de outro não litarário? Não há um critério formal para definir a literatura a não ser quando contrastada com as demais manifestações artísticas (evidenciando sua matéria-prima e o meio de divulgação) e textuais (evidenciando um texto literário de outro não literário). Segundo José de Nicola, o que torna um texto literário é a função poética da linguagem que “ocorre quando a intenção do emissor está voltada para a própria mensagem, com as palavras carregadas de significado.” Além disso, Nicola enfatiza que não apenas o aspecto formal é significativo na composição de uma obra literária, como também o seu conteúdo.