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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

- Maurício Ricardo -


Mauricio de Sousa nasceu em outubro de 1935, em Santa Isabel, uma cidade do interior do estado de São Paulo, seu pai Antônio Mauricio de Sousa também era poeta e barbeiro, sua mãe, Petronilha Araújo de Sousa, também era poetisa.
Sua família se mudou para Mogi das Cruzes com Mauricio ainda bebê, lá ele passou parte da sua infância. Mais velho, Mauricio se mudou para São Paulo com seu pai. Mauricio teve suas primeiras aulas no externato São Francisco, no centro de São Paulo, terminou o primário e o ginásio dividindo-se entra as duas cidades, Mogi e São Paulo.
Ainda na escola, Mauricio trabalhou em uma rádio no interior, onde também ensaiava dança e música, além disso, desenhava cartazes e pôsteres para ajudar financeiramente. Seu sonho era se dedicar ao desenho profissionalmente, chegou a fazer desenhos para o jornal de Mogi, mas ele queria mais, e para desenvolver
sua técnica e arte, procurou por grandes centros onde editoras e jornais se interessassem pelo seu trabalho.
Mauricio pegou amostras e desenhos que já tinha feito e publicado e foi para São Paulo em busca de interessados em seu trabalho, não achou, mas conseguiu uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã.
Em 1959, Mauricio resolveu que oq ele queria mesmo era a arte e não escrever artigos policiais. Certo do que queria, criou uma série de historias em quadrinhos com um cão e seu dono – Bidu e Franjinha – e ofereceu pra os redatores da Folha, e eles aderiram as historias e desenhos.
Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho e páginas tipo tabloide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - que invadiram dezenas de publicações durante 10 anos.Para a distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década.
Daí chegou o tempo dos gibis de banca, foi em 1970, quando Mônica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.
Durante esses anos todos, Mauricio desenvolveu um sistema de trabalho em equipe que possibilitou, também, sua entrada no licenciamento de produtos, seus trabalhos começaram a ser conhecidos no exterior e em diversos países surgiram revistas com a Turma da Mônica.
Mauricio ainda não tinha desenhos para televisão, com isso perdeu mercados, resolveu enfrentar o desafio e abriu um estúdio de animação a Black & White com mais de 70 artistas realizando 8 longas-metragens. Estava se preparando para os mercados anteriormente perdidos, mas não contava com as dificuldades políticas e econômicas do país. A inflação impedia projetos a longo prazo (como têm que ser as produções de filmes sofisticados como as animações), a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia evaporar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informática, que nos impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna.
Mauricio, então, parou com o desenho animado e voltou seu trabalho somente para as histórias em quadrinhos e seu merchandising, até que a situação se normalizasse.
Tempos depois Consequentemente, voltam os planos de animação e outros projetos, e dentre esses projetos, após a criação do primeiro parque temático (o Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, seguido do Parque da
Mônica do Rio de Janeiro) Mauricio prevê a construção de outros, inclusive no exterior.
As revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país e os estúdios se preparam para trabalhar com a televisão, a par de um projeto educacional ambicioso, onde pretende-se levar a alfabetização para mais de 10 milhões de crianças, A Turma da Monica e todos os demais personagens criados por Mauricio estão aí, mais fortes do que nunca, com um tipo de mensagem carinhosa alegre, descontraída, direcionada às crianças e aos adultos de todo o mundo que tenham alguns minutos para sorrir...

                              
                                     

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Personagens de Histórias em Quadrinhos Brasileiros


Mônica
Mônica agora é adolescente e possui 15 anos de idade. Diferente de antigamente Mônica não é mais incomodada pelos meninos por não ser mais baixinha e nem gorducha, mas continua com seus mesmos dentes grandes. Atualmente Mônica usa mais de uma roupa diferente de antes quando ela usava sempre as mesmas roupas, no entanto ela ainda possui sua super-força e seu coelhinho Sansão. Sua relação com Cebolinha (agora chamado de Cebola) consiste em mais namoros do que em brigas entre si.
Em uma edição descobre-se que Mônica descende de uma heroína portuguesa com o mesmo nome e aparência de sua mãe, que é uma encarnação passada da mesma e fazia parte da guarda pessoal de um imperador da época. A filha da heroína também se chamava Mônica e possuía força sobrehumana, o que indica que tal característica seja familiar.
Mônica é vista como uma das personagens mais importantes na história dos quadrinhos brasileiros em diversas mídias. Em 2007, a personagem recebeu o título de embaixadora da UNICEF por sua contribuição de quase 50 anos na transmissão de "valores como a amizade, a importância da educação, da convivência familiar e comunitária." A Representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, declarou que "Mônica ajudará o UNICEF a defender os direitos das crianças, usando uma linguagem que permitirá que as crianças entendam melhor seus direitos a educação, saúde, proteção e carinho".






Luluzinha

Luluzinha (ou Lulu) tem 15 anos (mesma idade de Bolinha, Aninha e Glorinha, dois anos mais velha que Alvinho) e é a líder do grupo. Inteligente, criativa e curiosa, sempre se envolve em casos policiais e investiga até o fim para que tudo seja resolvido e ninguém seja acusado injustamente. Agora que cresceu, ao invés do seu diário, Lulu mantém um mega blog que é sempre atualizado. Tem uma paixão secreta pelo Bolinha, que para quem repara, não é tão secreta assim, e uma paixonite por Zico. Nas edições n°10 e 11, namora o Patrick. Na edição n°12, decide que ele não é o garoto certo para ela. Assim que termina o namoro com Patrick, Lulu volta a se apaixonar perdidamente por Bola. Na primeira edição extra, ela namora Vinícius, um vampiro.

 

Histórico dos Quadrinhos no Brasil

Nosso país também teve seu precursor na criação de histórias de características quadrinizantes. Foi Ângelo Agostini, cartunista italiano radicado no Brasil. Agostini, autor de desenhos de teor cômico, mas ainda assim de cunho crítico, utilizava-se em suas histórias dos cortes gráficos que viriam a ser um dos elementos determinantes na futura criação das histórias em quadrinhos.

Em 30 de janeiro de 1869 surgia, então, a primeira história em quadrinhos brasileira: era As Aventuras de Nhô Quim. Publicada pela revista Vida Fluminense, do Rio de Janeiro, a história contava, em episódios, as desventuras de um homem simples do interior do Brasil. O primeiro capítulo possuía 20 imagens em páginas duplas e chamava-se “De Minas ao Rio de Janeiro”. 

Agostini produziu, sem periodicidade certa, nove capítulos das aventuras de Nhô Quim. Dois anos depois da publicação de seu nono episódio, a história foi continuada pelo cartunista Cândido Aragonês de Faria, que publicou mais cinco capítulos do personagem. Em 1883, o Agostini deu início à sua segunda série, As Aventuras de Zé Caipora, publicada na Revista Illustrada

Recentemente, o Senado Federal lançou um álbum de luxo, organizado pelo jornalista Athos Eichler Cardoso, que republica as aventuras dos dois personagens e mostra às novas gerações o traço afiado de Agostini, e como ele conseguiu, por meio deles, captar a vida política e do povo de sua época.

E no mesmo ano da publicação de Little Nemo nos Estados Unidos, surge no Brasil a revista O Tico-Tico. Idealizada por Manuel Bonfim e Renato de Castro, a revista possuía uma tiragem inicial de 27 mil exemplares e foi publicada até o fim dos anos 1950. No começo, a maioria do material de suas páginas era franco-americano, que foi sendo substituído ao longo do tempo por trabalhos de artistas nacionais, quadrinizados ou não. Passaram por suas páginas artistas como Alfredo StorniCícero ValladaresNino Borges e J. Carlos, que contribuíram para que a revista trouxesse sempre informações históricas, folclóricas e geográficas de nosso país.

A revista, ainda assim, publicava material estrangeiro como As Aventuras do Gato Maluco (de Herriman), As Aventuras do Ratinho Curioso (na verdade, Mickey Mouse), As Aventuras do Gato Félix e As Aventuras de Chiquita (a francesa Bécassine). Mas o personagem símbolo de O Tico-Tico viria a ser Chiquinho, que na verdade era o personagem norte-americano Buster Brown, lançado por R.F. Outcault em 1902. Mas se os desenhos eram decalcados diretamente do suplemento original onde era publicado, o cartunista Luís Gomes Loureiro procurava adaptar as histórias à realidade brasileira, o que culminou na inclusão de um personagem inexistente na série americana: o negro Benjamim

Em 2005, comemorando o centenário de O Tico-Tico, a editora Opera Graphica lançou um livro com artigos sobre a revista, assinados por diversos especialistas em histórias em quadrinhos, como Álvaro de Moya e Sonia M. Bibe Luyten.







quinta-feira, 14 de junho de 2012

Biografia de Antônio Carlos Gomes


Antônio Carlos Gomes


Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 — Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala. É o autor da ópera O Guarani.
Carlos Gomes nasceu em Campinas e ficou conhecido por Nhô Tonico, nome com que assinava, até, suas dedicatórias. Nasceu numa segunda-feira numa humilde casa da Rua da Matriz Nova, na "cidade das andorinhas". Foram seus pais Manuel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes.
A vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda, perdeu a mãe, tragicamente, assassinada aos vinte e oito anos. Seu pai vivia em dificuldades, com diversos filhos para sustentar. Com eles, formou uma banda musical, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos. Desde cedo, revelou seus pendores musicais, incentivado pelo pai e depois por seu irmão, José Pedro de Sant'Ana Gomes, fiel companheiro das horas amargas.
É na banda do pai, que mais tarde Carlos Gomes viria a substituir, que ele vai fazer, em conjunto com seus irmãos, as primeiras apresentações em bailes e em concertos. Nessa época, Antônio Carlos Gomes alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós, e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais.
Aos quinze anos de idade, compõe valsas, quadrilhas e polcas. Aos dezoito anos, em 1854, compõe a primeira Missa, Missa de São Sebastião, dedicada ao pai e repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857, compõe a modinha Suspiro d'Alma com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.
Ao completar 23 anos, já apresentara vários concertos, com o pai. Moço ainda, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi. Era conhecido também em São paulo, onde realizava, freqüentemente, concertos, e onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui, recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo conservatório poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

Carlos Gomes :


O teatro de Carlos Gomes :


Escola de Carlos Gomes :